Como utilizar o PIX na minha loja virtual?

Como utilizar o PIX na minha loja virtual?

O Banco Central informou que em apenas 8 horas, recebeu mais de 3,5 milhões de cadastros para utilização do Pix, o seu novo sistema de pagamentos e transferências. Desde o dia 5 de outubro de 2020, os brasileiros podem fazer o cadastramento para utilizar o novo método de transação bancária.

O Pix, segundo o Banco Central, foi criado para “promover a inclusão financeira e preencher uma série de lacunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponíveis atualmente à população”. Se você atua no mercado online e não entendeu como funciona o Pix, nesse artigo iremos te explicar.

O que é o PIX?

O Pix é um novo meio de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central, que vai ser uma nova opção ao lado de TED, DOC, boletos e cartões. Com essa nova modalidade, as pessoas e empresas poderão fazer transferências de valores, realizar ou receber pagamentos em menos de 10 segundos, usando apenas aplicativos de celular.

Não há dúvidas de que os grandes diferenciais do Pix são a rapidez e a disponibilidade: enquanto hoje existem restrições de dias, horários, quantias e custos para utilizar TED, DOC e realizar pagamentos de contas, o Pix permitirá que elas sejam realizadas a qualquer dia e horário. Segundo o Banco Central, o Pix sempre funcionará 24 horas por dia, 7 dias da semana, em todos os dias do ano.

Essas transações poderão ser feitas: entre pessoas, entre pessoas e empresas, entre estabelecimentos e para entes governamentais como no caso das taxas e impostos.

Como aderir?

O primeiro passo para aderir a essa nova modalidade é fazendo o cadastramento da chave Pix. Para isso, é necessário entrar em contato nos canais de atendimento do banco ou instituição financeira que você tem conta.

A chave Pix representa o ‘endereço’ da sua conta no Pix. Ela pode ser criada com base em uma dessas quatro formas de identificação: CPF/CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou a chave aleatória. A chave aleatória é uma forma de receber um Pix sem precisar informar dados pessoais, uma composição aleatória de números e caracteres que identificarão a sua conta.

Pessoas físicas poderão registrar até cinco chaves Pix por conta da qual seja titular; pessoas jurídicas, até 20 chaves, também por conta.

Entretanto, não é possível cadastrar uma mesma chave em mais de uma conta. Por exemplo: se você adicionar seu CPF como chave do Pix em uma conta, não poderá adicioná-lo também em outra conta; será necessário fazer uma espécie de portabilidade de chaves para mudar o vínculo para outra instituição.

O período para cadastramento das chaves começou no dia 5 de Outubro e desde o dia 3 de novembro os brasileiros podem usufruir do serviço.

Impacto no mercado

O Banco Central contabilizou R$ 83,4 bilhões em movimentações de pessoas físicas e jurídicas no primeiro mês de funcionamento do PIX. Esse valor foi movimentado em 92,5 milhões de operações. Com isso, o valor médio de cada transação ficou em R$ 896. Os dados foram divulgados dia 16 de dezembro pelo Banco Central.

De acordo com o chefe do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC, Ângelo Duarte, foram cadastradas 116 milhões de chaves PIX no primeiro mês de operação, número considerado por ele como sendo “muito expressivo”. Essas chaves foram distribuídas entre 46,4 milhões de pessoas físicas (cada pessoa pode ter mais de uma chave) e 3 milhões de empresas.

Como usar o Pix?

O Banco Central regulamentou que as transações do Pix poderão ser feitas de três maneiras diferentes:

– Informando a chave Pix, que o usuário poderá adicionar a uma conta que já possui; essa chave pode ser o número de celular, e-mail, CPF ou CNPJ – será necessário informar somente um destes;

– Utilizando os dados bancárias de quem vai receber o pagamento, como se faz uma TED e DOC hoje – nome completo, CPF, número da instituição, agência e conta;

– Uma outra possibilidade também será através da leitura de QR Codes, estáticos ou dinâmicos. Entretanto, ainda não foi divulgado como o cadastramento destes será feito.

Para usar o Pix, é necessário que quem envia o dinheiro e quem receberá os valores tenham uma conta em banco, instituição de pagamento ou fintech. Importante: não necessariamente essa conta precisa ser corrente.

Quais são as taxas?

O Pix será obrigatoriamente gratuito para pessoas físicas. Por outro lado, empresas poderão ser cobradas para utilização desse serviço nas instituições. Para as instituições financeiras que oferecem o Pix, o custo é de R$ 0,01 a cada 10 transações. Os bancos ainda não divulgaram como trabalharão isso, mas, provavelmente, clientes jurídicos terão alguma taxa de adesão em seus planos.

O impacto nas compras virtuais

Assim como o TED impulsionou o número de transferências dos pagamentos de compras para quem pagava apenas em boleto, o PIX também promete facilitar e alavancar as compras virtuais. Isso porque, além da praticidade, dará ao consumidor e ao lojista a chance de finalizar a venda em instantes.

Ainda existem muitos consumidores que não utilizam cartão de crédito, evitam as taxas das transferências e utilizam o boleto como forma de pagamento. O que acontece muitas vezes é que, como o boleto é emitido para o pagamento no próximo dia útil, o consumidor desiste de fazer a compra e deixa de fazer o pagamento. Com o PIX esse panorama muda. Sem a cobrança da taxa e sendo feito de maneira prática, o número de ‘abandono’ dos boletos cairá. Pois a transação, além de ser gratuita, é efetivada na mesma hora. Sendo assim, a chance de o cliente desistir da compra após o pagamento é quase nula. Provavelmente, a taxa de conversão das lojas virtuais terá um aumento significativo enquanto o custo por venda será reduzido, caso haja redução nos pedidos por boleto.

Nos próximos meses, será necessária a revisão contínua dos processos que estão no checkout das lojas virtuais e também da divulgação das formas de pagamento (o que nós, da Oruc, já estamos fazendo). Em prol de deixar tudo mais prático e seguro possível, uma vez que cada compra poderá ser finalizada em segundos.

O PIX não substituirá as outras formas de pagamento

Embora apresente benefícios como a praticidade e rapidez para movimentações financeiras, o PIX deve atingir no máximo 26% da população. De acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2019, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), 47 milhões de brasileiros não possuem acesso à internet, seja móvel via redes 3G e 4G, ou de banda, um requisito básico para a utilização desse novo sistema. Ou seja: nada de abandonar as outras formas de pagamento. Quanto mais opções sua loja virtual tiver, mais chance de atingir um grande número de pessoas.

Estamos apenas no início

Como estamos falando de uma nova implementação no mercado financeiro, várias mudanças ainda podem ocorrer. Por isso, é muito importante estudar a fundo e se atualizar sobre as possibilidades entregues pelo Pix. Assim, você conseguirá desfrutá-lo da melhor forma, tanto como varejista, como visando uma plena experiência do consumidor.

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